ESTADOS DEPRESSIVOS NO PÓS-PARTO

“Podemos supor que o aumento verificado no aparecimento de estados depressivos no pós-parto decorre da tentativa de supressão feita nos nossos dias e em nossas sociedades, de toda e qualquer falta, de que decorre o fato de não haver lugar para a tristeza hoje. O parto, visto como insistentemente apenas pelo ângulo do ganho – de um bebê – escamoteia sua faceta obrigatória de perda que, quanto mais escamoteada, mais retorna violentamente, sob o modo da tristeza das mães”.
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“Podemos suponer que el aumento verificado en la aparición de estados depresivos en el posparto proviene del intento de supresión hecha en nuestros días y en nuestras sociedades, de toda falta, de que resulta que no hay lugar para la tristeza hoy. El parto, visto como insistentemente sólo por el ángulo de la ganancia – de un bebé – escamotea su faceta obligatoria de pérdida que, cuanto más escamoteada, más retorna violentamente, bajo el modo de la tristeza de las madres.”

Inês Catão, “A tristeza das mães e seu risco para o bebê”, em “Novos olhares sobre a gestação e a criança até os 3 anos – saúde perinatal, educação e desenvolvimento do bebê”. Tradução: Caroline V Nogueira.

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